Publicado por: laisd em: 10 Dezembro, 2008
Assisti hoje o Braincast TV no. 2, o segundo podcats em technicolor do Brainstorm #9 (óóóóooo) e o primeiro bloco falava justamente sobre esse assunto, que promete trazer uma boa pitada de polêmica ao jamais tranquilo mundo do marketing e da publicidade (vejam bem, são duas coisas diferentes).
Daí, como eu quero ter bastante sono e dormir como uma pedra, digitei “publicidade infatil” no Google e fiquei abismada com os absurdos em meio a tanta informação.
Já no começo da minha pesquisa, eu comecei a ficar ‘encafifada’ (lá de onde eu venho a gente fala assim) com uma série de questões:
1- O CONAR já auto-regulamenta a propaganda no Brasil e impôs restrições recentemente à publicidade de alimentos, bebidas e brinquedos com base nas restrições que já impõe aos demais anunciantes.
2- Como assm a criança não tem discernimento? Isso é muito pessoal, varia de acordo com cada criança, a educação que ela recebe dos pais e na escola e a forma como ela se vê na sociedade. Daí existem os dois casos: um da menina de seis anos que diz “eu não acredito que a Barbie é sua amiga, ela é só uma marca” e o outro do menino de cinco que pensa que vai virar o Buzz Lightyear do Comando Estelar por causa da fantasia.
3- Por que proibir? Na minha opinião, porque os pais terceirizam a educação das crianças para a babá, a escola, o professor de futebol, a orientadora educacional e a TV. Daí fica bem fácil dizer que a TV engana as crianças dizendo que elas podem ser super heróis, quando a pessoa só vê o filho tarde da noite ou de manhã cedo, quando não está no trabalho. CABE AOS PAIS informar e debater a publicidade em todos os meios, ao invés de colocar os filhos em uma redoma de cristal onde ele não pode ser atingido (isso contribui para que ele se frustre e se decepcione mais consigo e com o mundo quando ficar maior – alguém viu a mesma reportagem que eu hoje na TV sobre a grávida que ameaçava se matar no meio da rua porque foi largada pelo namorado?) Falando nisso, no blog Crianças & Mídia, da Elisa Araújo, ela dá a dica de um episódio do desenho Clifford, o Food For Thought, em que os cães querem uma ração que um super cachorro do desenho comem. Se você é pai/mãe/responsável e não sabe por onde começar o debate para que os pimpolhos entendam, esse é um bom começo!
Ah, e o começo do post?
Vou falando mais sobre isso no decorrer do assunto.
Comentários